O tempo não se gere, no máximo, ingere-se conforme o conseguimos encaixar no puzzle desordenado que nos desafia diariamente, com sede por uma sequência lógica que mais não é saciada quando se encontra - um caminho na vida. É nestas alturas, que a minha vontade era percorrer todos as bifurcações, desenhar-me nas curvas e acelerar no “piloto automático” sem perder um instante dos “presentes” que me passam ao lado, enquando o visor marca os
À partida sabe-se – é a “ordem natural das coisas” sermos humanos: nasce-se, cresce-se, morre-se, encerra-se na sua própria concretização. Ou coloco a primeira, a segunda, a terceira, e -“quando te sentires mais à vontade” - diz o instrutor – “a quarta e arriscas numa quinta.” Poderia ser o instrutor da vida, não – é o de condução. Aliás, há que reter, na vida não existem instrutores e muito menos manuais de instrução, antes diria, no máximo, e a título oficial, os professores que nos entregam um manual recheado por “uma escola” que nos ajuda quando o pó começa a sujar, não a prateleira de livros, mas a vista.
Entre estas duas - o inevitável e a pedagogia, existe uma diferença chamada livre arbítrio. Afinal porquê passar de primeira para segunda, e de segunda para terceira e por ai adiante – ultrapassando as questões técnicas de “assassinar” o motor – na prática talvez mais grave seja, descartar a consciência do “poder” de escolha. Não aplicado à metáfora carro, mas perceber que o micro e macro espaço mundo do qual fazemos parte está sem rodas para andar, ou arrisco dizer anda com umas rodas gastas prontas a explodir no primeiro trilho.
Em termos práticos, falta a consciência de mobilização de uma “classe” chamada país – mundo. Uma consciência de pertença universal que ultrapasse as fronteiras físicas traçadas por conquistas que – sem desfazer o real valor que representaram/am – se tornaram hoje, alarmantes fronteiras psicológicas.
Portugal é um motor que não funciona se a chave-cidadão não for engrenada todos os dias, se o combustível não for bem gerido e se a “viatura” não for à revisão sem colocar o funcionamento transparente da instituição Governo. Mas nos últimos tempos não tem sido frequente: “Face oculta”; “Freeport”, por exemplo. E o PEC (Pacto de Estabilidade e Crescimento) que mais não é o “pacto” de que o combustível não vai ser suficiente para a meta do crescimento europeu, muito desejado como o D. Sebastião mas por enquanto, guardado pelas cortinas do nevoeiro.
Mas esta viatura-Estado, clássico para quem anda na estrada, à semelhança de quem se atreve a tocar no fogo se queima, debate-se com longas filas, ou as greves (parar o que já está parado?), são eles enfermeiros, os professores, os filhos do Estado ou “função pública”. “Enfim”, mas o contador de quilómetros não perdoa, o combustível queima, as rodas gastam e o Tempo (precioso mas que não se controla), acelera como uma mota numa fila de trânsito que nos ultrapassa, dentro do carro somos 10 milhões, não fiquemos na “cauda da…” – que quiserem. Por favor.
DGZ

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